Vida é poesia, poesia é amor logo o amor é vida. Este é o ciclo da existência. E quando dois poetas se encontram com os mesmos ideais, os mesmos sonhos e tendo tudo em comum, tornam-se amigos e parceiros na vida. Assim surgiu o desejo em nossos corações de compartilhar com você sentimentos em forma de poesias extraídos da essência de nossas almas. Deleite-se neste universo poético descobrindo nas entrelinhas deste cosmos o mais nobre dos sentimentos – O Amor. Sempre juntos! Rô e Mércio
domingo, 28 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
O Dia Que Espero

O Dia Que Espero
O amor flui nas ondas do vento.
Inspiro. Sinto seu aroma em minha direção...
A mesma brisa que assanha teus cabelos traz
Até mim tão sonhados beijos.
Excita meus desejos.
Andar de menina... Fascina-me!...
O sol beija a tarde matizando meu lugar,
Realçando a beleza das flores.
Lindas como você!
Das montanhas e cachoeiras sinto a força.
Energia do amor que assola meu coração.
Quando aqui chegar,
Amar-nos-emos sobre o campo,
Entre lírios e flores de jasmim,
Ao som dos pássaros e sussurros do vento,
A conduzir este amor aos recônditos da minha alma...
Para além, muito além das estrelas.
Do sol...
Da magnitude do universo.
Aqui neste espaço ermo a felicidade será plena...
Banhar-nos-emos
Nas águas do riacho.
A nossa volta somente o ar... O luar
O verde do meu lugar... Venha não me deixe só...
Quero te amar
Neste dia lindo!...
Mércio Moura
Tal Como o Vento

Tal Como o Vento
Sinto-te tal como sinto o vento
Suave, intenso, ágil, ameno
Depende do momento
Assim também é meu amor por ti
Meu sentimento
Seu silencio, sua fala, suas ternas mentiras
Mexem comigo assim como o vento
Num redemoinho de constante conquista
Arrasta sonhando tal qual pensamento
Sou tua ou não sou,
É uma incerteza quase um enfado
Pois é vulnerável tal qual vendaval
Mesmo assim te amo...
Desejo-te a meu lado
Se um dia mudares ao rumo norte
E te fores para longe de mim,
Volúvel qual folhas ao vento forte
Sonharei contigo ate meu fim
Lembrarei dos seus beijos das carícias
Nossos momentos
Trocados na brisa e no embalar do vento
Com certeza é o que levarei do passado
Será companhia de todo momento
Você... Será uma saudade!
Meu único amor...
Minha mais linda ilusão...
Tormento e pecado
Você... Constante em meu pensamento
E no meu coração para sempre
Como vento... Meu amado!
Rô Lopes
Sinto-te tal como sinto o vento
Suave, intenso, ágil, ameno
Depende do momento
Assim também é meu amor por ti
Meu sentimento
Seu silencio, sua fala, suas ternas mentiras
Mexem comigo assim como o vento
Num redemoinho de constante conquista
Arrasta sonhando tal qual pensamento
Sou tua ou não sou,
É uma incerteza quase um enfado
Pois é vulnerável tal qual vendaval
Mesmo assim te amo...
Desejo-te a meu lado
Se um dia mudares ao rumo norte
E te fores para longe de mim,
Volúvel qual folhas ao vento forte
Sonharei contigo ate meu fim
Lembrarei dos seus beijos das carícias
Nossos momentos
Trocados na brisa e no embalar do vento
Com certeza é o que levarei do passado
Será companhia de todo momento
Você... Será uma saudade!
Meu único amor...
Minha mais linda ilusão...
Tormento e pecado
Você... Constante em meu pensamento
E no meu coração para sempre
Como vento... Meu amado!
Rô Lopes
O Nosso Amor
O Nosso Amor
(A Rô Lopes)
Teu amor adentra meu coração
Procurando refúgio...
Neste santuário encontrará também
Meu amor
Que há muito procura o teu...
Um campo fértil a tua espera...
Berço ornado por flores belas...
Fonte a jorrar água fresca brindando
Sublime encontro.
Aqui teu coração esquecerá as mazelas
Causadas por traições...
Cicatrizará as feridas do abandono
Pois, aqui o sol brilha forte
Um campo imaculado e sereno,
Onde nosso amor será pleno.
Livre de preconceitos.
Por trilhas fecundas seguirá...
Em mares profundos submergirá
Desvendando íntimos segredos
A explorar secretos desejos!
Fontes profundas fazendo
Emergir todo o amor que sentimos...
Beijos a cobrirem nossos corpos nus...
Meus lábios deslizando por tua pele molhada...
Na boca o gosto do teu prazer!
No clímax do amor...
Descubro teu jeito de amar
Teus encantos no amor
O teu amor, o meu amor
O nosso amor!...
Mércio Moura
(A Rô Lopes)
Teu amor adentra meu coração
Procurando refúgio...
Neste santuário encontrará também
Meu amor
Que há muito procura o teu...
Um campo fértil a tua espera...
Berço ornado por flores belas...
Fonte a jorrar água fresca brindando
Sublime encontro.
Aqui teu coração esquecerá as mazelas
Causadas por traições...
Cicatrizará as feridas do abandono
Pois, aqui o sol brilha forte
Um campo imaculado e sereno,
Onde nosso amor será pleno.
Livre de preconceitos.
Por trilhas fecundas seguirá...
Em mares profundos submergirá
Desvendando íntimos segredos
A explorar secretos desejos!
Fontes profundas fazendo
Emergir todo o amor que sentimos...
Beijos a cobrirem nossos corpos nus...
Meus lábios deslizando por tua pele molhada...
Na boca o gosto do teu prazer!
No clímax do amor...
Descubro teu jeito de amar
Teus encantos no amor
O teu amor, o meu amor
O nosso amor!...
Mércio Moura
Vem...
No Seu Tempo
Sinto no ar o seu tempo de amar.
Tens medo...
Incertezas no olhar.
Quando sentires o coração pulsar...
Solte-se ao vento, venha bailando na brisa.
Tenho um mundo de encantos a lhe oferecer
Segure minha mão, venha...
Ouça as estrelas em cânticos de amor...
Serão nossas guardiãs pela senda que nos conduz...
Pairando nas nuvens...
Acolhidos pela relva!
Extasiados pela beleza infinda
Viveremos o mais ardoroso amor!...
Será então minha mulher
Por toda a eternidade!
Nossos corações assim entrelaçados
Sentirão a paz do universo.
Venha, espero-te.
No seu tempo!
Mércio Moura
Tens medo...
Incertezas no olhar.
Quando sentires o coração pulsar...
Solte-se ao vento, venha bailando na brisa.
Tenho um mundo de encantos a lhe oferecer
Segure minha mão, venha...
Ouça as estrelas em cânticos de amor...
Serão nossas guardiãs pela senda que nos conduz...
Pairando nas nuvens...
Acolhidos pela relva!
Extasiados pela beleza infinda
Viveremos o mais ardoroso amor!...
Será então minha mulher
Por toda a eternidade!
Nossos corações assim entrelaçados
Sentirão a paz do universo.
Venha, espero-te.
No seu tempo!
Mércio Moura
Separação

Encontrei-te no meio do caminho
Já bifurcado, seguimos a esmo
Sem rumo sem direção
Com bagagens outras de histórias idas
Tristes... Marcadas...
Juntamos tudo seguindo estrada
Olhando horizonte na contra mão
Por um tempo com meus sonhos,
Fantasias, amor, carinho e sedução
Levei-te aos céus
Ela com pouco amor
Muita sabedoria
Um passado retornando
Trouxe-te de volta ao chão
A ela seu toque... Sua presença
Sua alma... Seu coração
A mim restou tristeza
Continuarei seguindo
Minha estrada
Levando a dor da perda
Vazio... Saudade
Separação
Rô Lopes
Nas Rosas Do Meu Querer

Nas rosas do querer que sinto por ti
Não há espinhos.
Somente maciez de pétalas!
Na serenidade deste amor
É meu enlevo, minha rainha.
Suave é o meu beijar... Deliciarás terno sentimento
A invadir teus sonhos mudando o curso da vida.
Vejamos o amor por outro prisma...
Serei o perfume a inebriar seu humor.
A sensação de calor na face,
O colorido pra enfeitar seus dias.
Luz no teu caminhar...
Sereno e seguro rumo ao poente,
Bálsamo a suavizar um coração outrora triste!
Inventarmos a nossa forma de amar,
Entregarmo-nos ao primeiro toque
Desbravando caminhos desconhecidos.
De nós mesmos...
Ao sabor de beijos e malícias no olhar...
A vida necessita do seu sorriso
Quando então se torna mais bela!
Assim como necessito amar,
Você também
Precisa deste amor!
Mércio Moura
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Tentei Você

Tentei Você
Minha alma ajoelhou-se!
Curvou diante da sua
Clamando por amor
E você...
Com um ar Arrogante
Olhou-me pelo espelho do desprezo
Como que ignorando
Deixando-me a sós.
Esboçou um sorriso
E com passos indecisos
Como uma névoa acinzentada
Sem luz... Sem brilho...
Sem amor... Sem chances...
Sem rumo... Sem caminho
Se foi de nós!
Rô Lopes
domingo, 4 de abril de 2010
Não Veja as Cicatrizes

Não Veja As Cicatrizes
Não me olhe pela janela
Nem fique a espreita da minha dor
A mim basta tão-somente o sol
Que mesmo em cortina de chuva
Afaga-me com seu calor
Não me olhe pela janela
Sofro por ter deixado a porta aberta
Sem o bailar da taramela
Não me olhe pela janela
Seus olhos nada mais dizem
São apenas duas asas indecisas
Que no meu céu não mais cingem
Não me olhe pela janela
Não há mais matizes
Somente penumbras de um amor
Em dias secretos e noites felizes!
Não me olhe pela janela
Não veja as cicatrizes
Rô Lopes

Minha oração ao vento
Senhor!
Contemplo a Terra, extasiado ante sua beleza,
Sob o sol que brilha e o ar que beija minha face
Tudo é perfeito, a harmonia é total no tempo e espaço
O vento a balançar os galhos. Tremulando no horizonte...
Velhas folhas caindo para que novas tomem seus lugares
Botões surgindo trazendo a certeza das flores... Da semente que vinga!
A esperança renova-se a cada instante em meu coração
Ah! Bendito vento que chega à morada de meu Pai, no infinito
Levando meu canto de agradecimento!
Vento que leva meus pensamentos em sintonia com afins, comungando um só sentimento.
Ah! Esse mesmo vento traz até mim a energia de que necessito,
O equilíbrio que busco em seres evoluídos defensores da vida e da paz. Que habitam as matas, a águas, o sol e o luar!
O choro da cachoeira que em cascata, lança-se ao vazio. Doce murmúrio!
Torna-se brisa refrescante aos que margeiam os caminhos
Sinto o aroma e o matiz das floradas
Como um prisma a refletir o brilho do sol. Espetáculo divino!
Vejo campos longínquos, pinturas desenhadas sobre o chão,
Vislumbram restingas, matas e campos cultivados de onde se tira o pão.
E o homem, abençoado ser nesta magnífica obra
A plantar o amor. A servir em sua construção
Obrigado, Senhor.
Mércio Moura
Céu e Mar
Hoje Seremos De Nós

“Hoje Seremos De Nós”
Hoje seremos de nós... Apesar da distância.
Não importa as adversidades
E se em mundos distantes vivemos.
Corações em júbilo,
Hoje vivenciarão tão sonhados
Encontro.
Entregar-se hão ao amor almas amantes.
Sintonia nas emoções e sentimentos
Dançando em perfeito compasso.
O desejo riscando uma história de amor no espaço.
O mais sublime amor em mágica união.
A projetar nas mentes intimidade há muito sonhado.
Ao fechar os olhos nos deixaremos sentir
Nossos lábios tocarem-se
O calor do amor aquecendo nossos corpos
Afagos ternos... Beijos eternos
Mãos que procuram
Lágrimas que caem!
Doce encanto
Esse amor que supera distâncias
E em segredo cresce!
Traz em sua essência fantasia e realidade
Maravilhoso na forma como acontece!
Acordes divinais entoarão ao universo.
Embalando com sublimidade este sonho que floresce.
Hoje estaremos a sós
Eu e você...
Hoje seremos nós!
Mércio Moura
As Pérolas e a Solidão

As Pérolas e a Solidão
Choveu pérolas
No pranto dos meus olhos
Onde tentou recolher
Com o perfume
Dos teus lábios
Já sem tempo...
Lágrimas desdobradas
Pelas ranhuras da solidão
Que angustiante teima
Em fazer morada
No silêncio da memória
E onde sombras
Concentram-se na penumbra
De flores que não se abriram.
A solidão ficou...
As pérolas... De tão só...
Nas asas do pássaro sem rumo...
Esvaíram!
Rô Lopes
sexta-feira, 2 de abril de 2010
No Céu Da Tua Boca
Monjolo, Marcador Do Tempo

Monjolo, Marcador Do Tempo
Marcador incansável do tempo
Esquecido nos confins de uma era que se vai...
Marcou seu tempo, um tempo em que reinou.
Voltava à posição normal,
Novamente a água enchia-o e despejava-se
Num doce murmúrio completando o curso
Que se seguia radiante...
Pelo leito do rio, coroado por flores simples de rara beleza,
Ele cumprindo seu propósito de.
Deixar marcas no tempo realizando tarefas...
A água corrente era seu combustível, a vida...
Ele a máquina, o ser...
A água continua sendo vida
E eu, o velho monjolo!
Tentando marcar meu tempo no tempo em que pela vida passei.
Deixar minha marca impressa do coração dos seres que amei...
E a marca indelével da saudade na alma de quem na verdade
Por toda a minha vida chorei!...
Mércio Moura
"Esta foto é do Monjolo que inspirou o poeta - Existe a 77 anos"
(Será restaurado oportunamente conforme seu desejo)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
"Insanidade... Amor"

"Insanidade... Amor"
Minha saudade insana te busca
Meus lábios sedentos alçam vôo
Para repousar meus beijos nos teus
Os seus anseiam essa chegada
Para serenando receberem os meus
O perfume de eucalipto está no ar
São nossos desejos que se encontram
Mesmo em noite enluarada sem luar
Nossas almas se entrelaçam
Como murmurinho das ondas do mar.
Rô Lopes
“O Dia Que Espero”

“O Dia Que Espero”
O amor flui nas ondas do vento.
Inspiro. Sinto seu aroma em minha direção...
A mesma brisa que assanha teus cabelos traz
Até mim tão sonhados beijos.
Excita meus desejos.
Andar de menina... Fascina-me!...
O sol beija a tarde matizando meu lugar,
Realçando a beleza das flores.
Lindas como você!
Das montanhas e cachoeiras sinto a força.
Energia do amor que assola meu coração.
Quando aqui chegar,
Amar-nos-emos sobre o campo,
Entre lírios e flores de jasmim,
Ao som dos pássaros e sussurros do vento,
A conduzir este amor aos recônditos da minha alma...
Para além, muito além das estrelas.
Do sol...
Da magnitude do universo.
Aqui neste espaço ermo a felicidade será plena...
Banhar-nos-emos
Nas águas do riacho.
A nossa volta somente o ar... O luar
O verde do meu lugar... Venha não me deixe só...
Quero te amar
Neste dia lindo!...
Mércio Moura
"Grito sem Voz"

“Grito sem Voz”
Grito pelos meus sonhos enclausurados no muro dos seus medos
Grito no silêncio das paredes aflitivas provocadas pelos seus receios
Sim!
Do seu medo, porque você alimentou dando vida aos meus sonhos
Porque você faz parte deles e muitos você gerou
E eu ousei ir mais longe você ousou ir comigo e ousamos vive-los
E você foi comigo e eu segui você
E agora, como o eco de um grito sem rumo,
Nas montanhas íngremes de um passado fracassado entre o sol e a lua
Você se perdeu... Eu me perdi
Não faço parte deste passado...
Eu grito... Você grita...
Busco-te, você me busca
Ouço seus gritos que se misturam aos meus
Busco e não chego onde você esta
Porque você não esta mais onde te possa sentir onde te possa amar.
Onde possa te tocar... Onde possa sentir tocada
Enclausurou-se a si mesmo no vácuo do desencanto
E no desespero da coação imposta pelo tempo de outrora
Deixando escapar por entre as entranhas do desalento
Meus sonhos, seus sonhos, nossos sonhos...
Tais como plumas ao vento
Soltas... Solitárias... Sem rumo...
À deriva... Sem tempo... Atroz...
Sem grito!
Um grito...
Apenas um grito sem voz!
Rô Lopes
Grito pelos meus sonhos enclausurados no muro dos seus medos
Grito no silêncio das paredes aflitivas provocadas pelos seus receios
Sim!
Do seu medo, porque você alimentou dando vida aos meus sonhos
Porque você faz parte deles e muitos você gerou
E eu ousei ir mais longe você ousou ir comigo e ousamos vive-los
E você foi comigo e eu segui você
E agora, como o eco de um grito sem rumo,
Nas montanhas íngremes de um passado fracassado entre o sol e a lua
Você se perdeu... Eu me perdi
Não faço parte deste passado...
Eu grito... Você grita...
Busco-te, você me busca
Ouço seus gritos que se misturam aos meus
Busco e não chego onde você esta
Porque você não esta mais onde te possa sentir onde te possa amar.
Onde possa te tocar... Onde possa sentir tocada
Enclausurou-se a si mesmo no vácuo do desencanto
E no desespero da coação imposta pelo tempo de outrora
Deixando escapar por entre as entranhas do desalento
Meus sonhos, seus sonhos, nossos sonhos...
Tais como plumas ao vento
Soltas... Solitárias... Sem rumo...
À deriva... Sem tempo... Atroz...
Sem grito!
Um grito...
Apenas um grito sem voz!
Rô Lopes
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Nossa Infância

Nossa Infância
Incrível como nada ficou no esquecimento,
Definitivamente tudo que foi vivido em minha vida,
Igualmente foi na dele também!
Inesquecível e marcante,
Nossa infância distante que o tempo não apagou
E juntos recordamos...
E ao recordar fomo-nos identificando
Voltando no tempo que ficou pra traz
Tempo que urgiu e não volta mais
Guardião de nossos sonhos coloridos
Época de brincadeiras ingênuas
Como acolher a chuva numa bacia com flores
E bailando senti-la no rosto.
Estender os braços e sentir-se o dono do nada
Reinar em uma locomotiva abandonada
Ouvindo o som do vento e o canto dos pássaros
Na volta pra casa,
Chá de canela quentinho com bolinhos de chuva!
Inesquecível sabor...
Sem explicação tal semelhança de vida!
De nossa infância vivida e
Que distante do outro passamos.
O tempo se foi e aqui estamos,
Eu e você!
Revivendo esta lembrança latente
De um tempo feliz que vivemos,
Nossa bela infância!
Que igual tivemos.
Rô Lopes e Mércio Moura
(Neste primeiro encontro
surgiu o primeiro duo dos poetas,
onde constataram afinidade de alma).
(Antologia Poesia do Brasil,
vol X/2009, pg 351)
Incrível como nada ficou no esquecimento,
Definitivamente tudo que foi vivido em minha vida,
Igualmente foi na dele também!
Inesquecível e marcante,
Nossa infância distante que o tempo não apagou
E juntos recordamos...
E ao recordar fomo-nos identificando
Voltando no tempo que ficou pra traz
Tempo que urgiu e não volta mais
Guardião de nossos sonhos coloridos
Época de brincadeiras ingênuas
Como acolher a chuva numa bacia com flores
E bailando senti-la no rosto.
Estender os braços e sentir-se o dono do nada
Reinar em uma locomotiva abandonada
Ouvindo o som do vento e o canto dos pássaros
Na volta pra casa,
Chá de canela quentinho com bolinhos de chuva!
Inesquecível sabor...
Sem explicação tal semelhança de vida!
De nossa infância vivida e
Que distante do outro passamos.
O tempo se foi e aqui estamos,
Eu e você!
Revivendo esta lembrança latente
De um tempo feliz que vivemos,
Nossa bela infância!
Que igual tivemos.
Rô Lopes e Mércio Moura
(Neste primeiro encontro
surgiu o primeiro duo dos poetas,
onde constataram afinidade de alma).
(Antologia Poesia do Brasil,
vol X/2009, pg 351)
Permitido Silêncio

Permitido Silêncio
Foi no silencio profundo
Como o som dos bandolins
que pareciam sussurrar
Diretamente ao coração
- Se aquiete e disperse
O desgosto machuca
Sem que saiba a proporção
Essa tristeza que carrega
Dentro da sua alma conturbada
Não dará linda canção
Eu arfando de surpresa
Meio as rosas
Que aromatizam jardins
Permiti que o silêncio entoasse
Como som dos bandolins
Aprendi que
O silêncio mais sofrido
Sem início sem fim
É o que permiti clamasse
Na essência da minh_alma
Recôndito confim
O silêncio do silêncio
Angustiante em mim
Rô Lopes
Como o som dos bandolins
que pareciam sussurrar
Diretamente ao coração
- Se aquiete e disperse
O desgosto machuca
Sem que saiba a proporção
Essa tristeza que carrega
Dentro da sua alma conturbada
Não dará linda canção
Eu arfando de surpresa
Meio as rosas
Que aromatizam jardins
Permiti que o silêncio entoasse
Como som dos bandolins
Aprendi que
O silêncio mais sofrido
Sem início sem fim
É o que permiti clamasse
Na essência da minh_alma
Recôndito confim
O silêncio do silêncio
Angustiante em mim
Rô Lopes
Se tu Fores...
Se tu Fores...
Se tu fores de mim
Leve o amor que sinto
Testemunhado pelo vento
Leve o amor somente
Deixe o vento ao vento
Se tu fores de mim
Leve os momentos felizes
Presenciados pela lua
Leve somente os momentos
Deixe a felicidade nua
Se tu fores de mim
Leve tudo que me deu
Testemunhado pelas flores
Leve tudo e deixe o dia
Aberto para possíveis
Novos amores
Se tu fores de mim
Sabe não deixarás nada
Porque indo
Estará levando com
Você a minha
Alma impregnada
Se tu fores de mim
Irei com tudo que deixou
(um vácuo de incerteza)
Espere... eu irei sim
Restará muito pouco
Do que ficou
Mas irei...
(Ermitando) a sós
Se tu fores de mim
Estará indo de nós
Se tu fores de mim
Leve o amor que sinto
Testemunhado pelo vento
Leve o amor somente
Deixe o vento ao vento
Se tu fores de mim
Leve os momentos felizes
Presenciados pela lua
Leve somente os momentos
Deixe a felicidade nua
Se tu fores de mim
Leve tudo que me deu
Testemunhado pelas flores
Leve tudo e deixe o dia
Aberto para possíveis
Novos amores
Se tu fores de mim
Sabe não deixarás nada
Porque indo
Estará levando com
Você a minha
Alma impregnada
Se tu fores de mim
Irei com tudo que deixou
(um vácuo de incerteza)
Espere... eu irei sim
Restará muito pouco
Do que ficou
Mas irei...
(Ermitando) a sós
Se tu fores de mim
Estará indo de nós
Rô Lopes
Céu Sem Estrelas

Céu Sem Estrelas
Entre quatro paredes
Eu... Em silêncio
Olho para o céu
Lajeado...
Sem estrelas...
Sem firmamento
Lágrimas saltitam
Sentimentos reprimidos...
Em rastos antigos
Cada lágrima
Apõe sem direção
Dispersando
Sem se tocarem
Eu chorando até
Pelas minhas lágrimas
Que rolam solitárias
Sem convergir... Sem comoção
E... Ao som das lagrimas
Deixo rolar uníssona
Sem cadência... Lágrimas
Da minha própria solidão
Rô Lopes
Entre quatro paredes
Eu... Em silêncio
Olho para o céu
Lajeado...
Sem estrelas...
Sem firmamento
Lágrimas saltitam
Sentimentos reprimidos...
Em rastos antigos
Cada lágrima
Apõe sem direção
Dispersando
Sem se tocarem
Eu chorando até
Pelas minhas lágrimas
Que rolam solitárias
Sem convergir... Sem comoção
E... Ao som das lagrimas
Deixo rolar uníssona
Sem cadência... Lágrimas
Da minha própria solidão
Rô Lopes
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
As Pérolas e a Solidão

As Pérolas e a Solidão
Choveu pérolas
No pranto dos meus olhos
Onde tentou recolher
Com o perfume
Dos teus lábios
Já sem tempo...
Lágrimas desdobradas
Pelas ranhuras da solidão
Que angustiante teima
Em fazer morada
No silêncio da memória
E onde sombras
Concentram-se na penumbra
De flores que não se abriram.
A solidão ficou...
As pérolas... De tão só...
Nas asas do pássaro sem rumo...
Esvaíram!
Rô Lopes
Choveu pérolas
No pranto dos meus olhos
Onde tentou recolher
Com o perfume
Dos teus lábios
Já sem tempo...
Lágrimas desdobradas
Pelas ranhuras da solidão
Que angustiante teima
Em fazer morada
No silêncio da memória
E onde sombras
Concentram-se na penumbra
De flores que não se abriram.
A solidão ficou...
As pérolas... De tão só...
Nas asas do pássaro sem rumo...
Esvaíram!
Rô Lopes
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