terça-feira, 9 de novembro de 2010

Nas Rosas Do Meu Querer



Nas rosas do querer que sinto por ti
Não há espinhos.
Somente maciez de pétalas!
Na serenidade deste amor
É meu enlevo, minha rainha.
Suave é o meu beijar... Deliciarás terno sentimento
A invadir teus sonhos mudando o curso da vida.

Vejamos o amor por outro prisma...
Serei o perfume a inebriar seu humor.
A sensação de calor na face,
O colorido pra enfeitar seus dias.
Luz no teu caminhar...
Sereno e seguro rumo ao poente,
Bálsamo a suavizar um coração outrora triste!

Inventarmos a nossa forma de amar,
Entregarmo-nos ao primeiro toque
Desbravando caminhos desconhecidos.
De nós mesmos...
Ao sabor de beijos e malícias no olhar...

A vida necessita do seu sorriso
Quando então se torna mais bela!

Assim como necessito amar,
Você também
Precisa deste amor!

Mércio Moura

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sem Recordar





Sem Recordar

Eu respiro o perfumar
Das lembranças
Nostalgicamente
Vivas dentro de mim.
Mas...
Não me recordo!

Rô Lopes

Tentei Você



Tentei Você

Minha alma ajoelhou-se!
Curvou diante da sua
Clamando por amor

E você...

Com um ar Arrogante
Olhou-me pelo espelho do desprezo
Como que ignorando
Deixando-me a sós.

Esboçou um sorriso
E com passos indecisos
Como uma névoa acinzentada
Sem luz... Sem brilho...
Sem amor... Sem chances...
Sem rumo... Sem caminho
Se foi de nós!

Rô Lopes

domingo, 4 de abril de 2010

Não Veja as Cicatrizes





Não Veja As Cicatrizes

Não me olhe pela janela
Nem fique a espreita da minha dor
A mim basta tão-somente o sol
Que mesmo em cortina de chuva
Afaga-me com seu calor

Não me olhe pela janela
Sofro por ter deixado a porta aberta
Sem o bailar da taramela

Não me olhe pela janela
Seus olhos nada mais dizem
São apenas duas asas indecisas
Que no meu céu não mais cingem

Não me olhe pela janela
Não há mais matizes
Somente penumbras de um amor
Em dias secretos e noites felizes!

Não me olhe pela janela
Não veja as cicatrizes

Rô Lopes



Minha oração ao vento

Senhor!
Contemplo a Terra, extasiado ante sua beleza,
Sob o sol que brilha e o ar que beija minha face
Tudo é perfeito, a harmonia é total no tempo e espaço
O vento a balançar os galhos. Tremulando no horizonte...

Velhas folhas caindo para que novas tomem seus lugares
Botões surgindo trazendo a certeza das flores... Da semente que vinga!
A esperança renova-se a cada instante em meu coração

Ah! Bendito vento que chega à morada de meu Pai, no infinito
Levando meu canto de agradecimento!
Vento que leva meus pensamentos em sintonia com afins, comungando um só sentimento.
Ah! Esse mesmo vento traz até mim a energia de que necessito,
O equilíbrio que busco em seres evoluídos defensores da vida e da paz. Que habitam as matas, a águas, o sol e o luar!

O choro da cachoeira que em cascata, lança-se ao vazio. Doce murmúrio!
Torna-se brisa refrescante aos que margeiam os caminhos

Sinto o aroma e o matiz das floradas
Como um prisma a refletir o brilho do sol. Espetáculo divino!
Vejo campos longínquos, pinturas desenhadas sobre o chão,
Vislumbram restingas, matas e campos cultivados de onde se tira o pão.
E o homem, abençoado ser nesta magnífica obra
A plantar o amor. A servir em sua construção
Obrigado, Senhor.

Mércio Moura

Céu e Mar




Céu e Mar

Moldei-me a seu amor
Deitei-me em seu sonhar
Curvei-me ao tempo
Esqueci-me ao vento
Permiti me naufragar
E entre idas e vindas
Sob as estrelas e o luar
Cavalgando entre sereno

"Descemos ao céu...
Subimos ao mar!"

Rô Lopes

Hoje Seremos De Nós




“Hoje Seremos De Nós”

Hoje seremos de nós... Apesar da distância.
Não importa as adversidades
E se em mundos distantes vivemos.
Corações em júbilo,
Hoje vivenciarão tão sonhados
Encontro.
Entregar-se hão ao amor almas amantes.

Sintonia nas emoções e sentimentos
Dançando em perfeito compasso.
O desejo riscando uma história de amor no espaço.
O mais sublime amor em mágica união.
A projetar nas mentes intimidade há muito sonhado.

Ao fechar os olhos nos deixaremos sentir
Nossos lábios tocarem-se
O calor do amor aquecendo nossos corpos
Afagos ternos... Beijos eternos
Mãos que procuram
Lágrimas que caem!

Doce encanto
Esse amor que supera distâncias
E em segredo cresce!
Traz em sua essência fantasia e realidade
Maravilhoso na forma como acontece!
Acordes divinais entoarão ao universo.
Embalando com sublimidade este sonho que floresce.

Hoje estaremos a sós
Eu e você...
Hoje seremos nós!

Mércio Moura

As Pérolas e a Solidão




As Pérolas e a Solidão

Choveu pérolas
No pranto dos meus olhos
Onde tentou recolher
Com o perfume
Dos teus lábios

Já sem tempo...

Lágrimas desdobradas
Pelas ranhuras da solidão
Que angustiante teima
Em fazer morada
No silêncio da memória

E onde sombras
Concentram-se na penumbra
De flores que não se abriram.

A solidão ficou...
As pérolas... De tão só...
Nas asas do pássaro sem rumo...
Esvaíram!

Rô Lopes

sexta-feira, 2 de abril de 2010

No Céu Da Tua Boca




No céu da tua boca

Com você eu quero é inventar o amor...
Criar novas formas de amar.
Preciso mais...
Além do que conhecemos...
Voar... Viajar...

Na estrela... Na estrela dos teus olhos...
No céu, da tua boca!

Mércio Moura

Monjolo, Marcador Do Tempo



Monjolo, Marcador Do Tempo

Marcador incansável do tempo
Esquecido nos confins de uma era que se vai...
Marcou seu tempo, um tempo em que reinou.

Voltava à posição normal,
Novamente a água enchia-o e despejava-se
Num doce murmúrio completando o curso
Que se seguia radiante...
Pelo leito do rio, coroado por flores simples de rara beleza,
Ele cumprindo seu propósito de.
Deixar marcas no tempo realizando tarefas...

A água corrente era seu combustível, a vida...
Ele a máquina, o ser...
A água continua sendo vida
E eu, o velho monjolo!

Tentando marcar meu tempo no tempo em que pela vida passei.
Deixar minha marca impressa do coração dos seres que amei...
E a marca indelével da saudade na alma de quem na verdade
Por toda a minha vida chorei!...

Mércio Moura
"Esta foto é do Monjolo que inspirou o poeta - Existe a 77 anos"
(Será restaurado oportunamente conforme seu desejo)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Insanidade... Amor"




"Insanidade... Amor"


Minha saudade insana te busca

Meus lábios sedentos alçam vôo

Para repousar meus beijos nos teus

Os seus anseiam essa chegada

Para serenando receberem os meus


O perfume de eucalipto está no ar

São nossos desejos que se encontram

Mesmo em noite enluarada sem luar

Nossas almas se entrelaçam

Como murmurinho das ondas do mar.


Rô Lopes

“O Dia Que Espero”






“O Dia Que Espero”


O amor flui nas ondas do vento.

Inspiro. Sinto seu aroma em minha direção...

A mesma brisa que assanha teus cabelos traz

Até mim tão sonhados beijos.

Excita meus desejos.



Andar de menina... Fascina-me!...

O sol beija a tarde matizando meu lugar,

Realçando a beleza das flores.

Lindas como você!

Das montanhas e cachoeiras sinto a força.

Energia do amor que assola meu coração.



Quando aqui chegar,

Amar-nos-emos sobre o campo,

Entre lírios e flores de jasmim,

Ao som dos pássaros e sussurros do vento,

A conduzir este amor aos recônditos da minha alma...

Para além, muito além das estrelas.

Do sol...

Da magnitude do universo.



Aqui neste espaço ermo a felicidade será plena...

Banhar-nos-emos

Nas águas do riacho.

A nossa volta somente o ar... O luar

O verde do meu lugar... Venha não me deixe só...

Quero te amar

Neste dia lindo!...



Mércio Moura




"Grito sem Voz"




“Grito sem Voz”

Grito pelos meus sonhos enclausurados no muro dos seus medos
Grito no silêncio das paredes aflitivas provocadas pelos seus receios

Sim!

Do seu medo, porque você alimentou dando vida aos meus sonhos
Porque você faz parte deles e muitos você gerou
E eu ousei ir mais longe você ousou ir comigo e ousamos vive-los
E você foi comigo e eu segui você
E agora, como o eco de um grito sem rumo,
Nas montanhas íngremes de um passado fracassado entre o sol e a lua
Você se perdeu... Eu me perdi
Não faço parte deste passado...
Eu grito... Você grita...
Busco-te, você me busca
Ouço seus gritos que se misturam aos meus
Busco e não chego onde você esta
Porque você não esta mais onde te possa sentir onde te possa amar.
Onde possa te tocar... Onde possa sentir tocada
Enclausurou-se a si mesmo no vácuo do desencanto
E no desespero da coação imposta pelo tempo de outrora
Deixando escapar por entre as entranhas do desalento
Meus sonhos, seus sonhos, nossos sonhos...
Tais como plumas ao vento
Soltas... Solitárias... Sem rumo...
À deriva... Sem tempo... Atroz...
Sem grito!
Um grito...
Apenas um grito sem voz!

Rô Lopes

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Nossa Infância




Nossa Infância

Incrível como nada ficou no esquecimento,
Definitivamente tudo que foi vivido em minha vida,
Igualmente foi na dele também!
Inesquecível e marcante,
Nossa infância distante que o tempo não apagou
E juntos recordamos...

E ao recordar fomo-nos identificando
Voltando no tempo que ficou pra traz
Tempo que urgiu e não volta mais
Guardião de nossos sonhos coloridos

Época de brincadeiras ingênuas
Como acolher a chuva numa bacia com flores
E bailando senti-la no rosto.
Estender os braços e sentir-se o dono do nada
Reinar em uma locomotiva abandonada
Ouvindo o som do vento e o canto dos pássaros
Na volta pra casa,
Chá de canela quentinho com bolinhos de chuva!
Inesquecível sabor...

Sem explicação tal semelhança de vida!
De nossa infância vivida e
Que distante do outro passamos.
O tempo se foi e aqui estamos,
Eu e você!
Revivendo esta lembrança latente
De um tempo feliz que vivemos,
Nossa bela infância!
Que igual tivemos.

Rô Lopes e Mércio Moura

(Neste primeiro encontro
surgiu o primeiro duo dos poetas,
onde constataram afinidade de alma).


(Antologia Poesia do Brasil,
vol X/2009, pg 351)


Permitido Silêncio





Permitido Silêncio



Foi no silencio profundo
Como o som dos bandolins
que pareciam sussurrar
Diretamente ao coração
- Se aquiete e disperse
O desgosto machuca
Sem que saiba a proporção
Essa tristeza que carrega
Dentro da sua alma conturbada
Não dará linda canção

Eu arfando de surpresa
Meio as rosas
Que aromatizam jardins
Permiti que o silêncio entoasse
Como som dos bandolins

Aprendi que
O silêncio mais sofrido
Sem início sem fim
É o que permiti clamasse
Na essência da minh_alma
Recôndito confim
O silêncio do silêncio
Angustiante em mim

Rô Lopes

Se tu Fores...




Se tu Fores...

Se tu fores de mim
Leve o amor que sinto
Testemunhado pelo vento
Leve o amor somente
Deixe o vento ao vento

Se tu fores de mim
Leve os momentos felizes
Presenciados pela lua
Leve somente os momentos
Deixe a felicidade nua

Se tu fores de mim
Leve tudo que me deu
Testemunhado pelas flores
Leve tudo e deixe o dia
Aberto para possíveis
Novos amores

Se tu fores de mim
Sabe não deixarás nada
Porque indo
Estará levando com
Você a minha
Alma impregnada

Se tu fores de mim
Irei com tudo que deixou
(um vácuo de incerteza)
Espere... eu irei sim
Restará muito pouco
Do que ficou

Mas irei...
(Ermitando) a sós
Se tu fores de mim
Estará indo de nós

Rô Lopes

Céu Sem Estrelas




Céu Sem Estrelas

Entre quatro paredes
Eu... Em silêncio
Olho para o céu
Lajeado...
Sem estrelas...
Sem firmamento
Lágrimas saltitam
Sentimentos reprimidos...
Em rastos antigos

Cada lágrima
Apõe sem direção
Dispersando
Sem se tocarem
Eu chorando até
Pelas minhas lágrimas
Que rolam solitárias
Sem convergir... Sem comoção
E... Ao som das lagrimas
Deixo rolar uníssona
Sem cadência... Lágrimas
Da minha própria solidão

Rô Lopes

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

As Pérolas e a Solidão




As Pérolas e a Solidão

Choveu pérolas
No pranto dos meus olhos
Onde tentou recolher
Com o perfume
Dos teus lábios

Já sem tempo...

Lágrimas desdobradas
Pelas ranhuras da solidão
Que angustiante teima
Em fazer morada
No silêncio da memória

E onde sombras
Concentram-se na penumbra
De flores que não se abriram.

A solidão ficou...
As pérolas... De tão só...
Nas asas do pássaro sem rumo...
Esvaíram!

Rô Lopes

Grande Vazio




Grande Vazio

Sinto em mim um grande vazio...
Altos e baixos de emoção,
Alegria quando penso em você
Dor na distância que separa corações
Por vezes você a preenche,
Outras não.

Situação que me rouba a paz
Leva todas as certezas...
Fico sem chão.
Não sei na verdade quem sou.
Apego-me no que tenho
Neste mundo interno e pequeno
Mas é tanta tristeza, tanta solidão...

Suspiro profundo na esperança de
Amenizar a dor...
Em vão...
Um travo na garganta...
O amor que sinto conhece apenas um caminho
A estrada do seu coração.

O peito fica pequeno pra tanto amor
Que cresce a cada pulsar.
E o sangue nas veias clama
A vontade de te beijar...

Ó distância ingrata
Que me fere... Judia e mata,
Impede o cruzar de nossos olhares
Tocar sua pele... Seus lábios
Sentem a loucura deste amor
Que não se importa em sofrer...
Apenas quer te querer!


Mércio Moura

Divagando Ternura





Divagando Ternura

Elevei meus olhos
Que divagaram pelo infinito
Tentando inspirar de
Uma única vez
Toda ternura das estrelas

Fui tocada por sublime
Brisa com perfume de
Alecrim

E envolta no clarão da lua
Entreguei-me ao momento
Que eternizou em
Minutos sem fim

Tão amada senti...
Que a solidão que
Tanto atormenta
Junto ao pássaro
Do amor que acalenta
Desfrutou deste
Carinho junto a mim

Rô Lopes
(Poeta Mostra Tua Cara/2009, pg. 186)

Violino De Marfim




Violino De Marfim


Minha mãe... O violino de marfim... Meu pai
Meu pai... O violino de marfim... Minha mãe
Somente o violino de marfim!
Saudade mutilada...

Tocava mamãe o violino
E papai de olhos fechados
Coração enternecido
Ouvia os melodiosos acordes
Assim como hoje ainda os sinto!

Notas suaves
Que se desprendem do tempo
Tocam minhas lembranças
E as fazem vibrar
Como as cordas do violino.

Imagem lírica!
Vejo mamãe de pé ao violino
E papai num tosco banco de madeira...
E dali, enciumado, ganhava as vielas.

Meus pais... Violino de marfim... O tempo
Esquecido no tempo o próprio tempo
O canto da sala adorna o violino
No peito chorosa saudade...

Rô Lopes e Mércio Moura
(Antologia Poesia do Brasil - outubro/2009)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Prenúncio de Paz




Prenúncio de Paz

Fascina-me brilho de lua
Farfalhar de folhas ao vento
Estrela que seduz alma
E mar o firmamento...

Encanta-me nuvens alvas
Descortinando o sertão
Som de brisa é alvorada
Aplacando coração

Enternece-me perfume de rosas
De toda espécie e cor
Rompendo à tarde morosa
Buscando na noite o amor

Trago olhar de esperança
Lábios em sorriso fugaz
Pressinto o final da guerra
E o prenuncio da paz...

Rô Lopes/Mércio Moura

Fronteiras... Montanhas




Fronteiras... Montanhas


Somos fronteiras do amor
Entre nós o vôo da paixão
Que na sonoridade da brisa
Faz nossos corpos
Se esculpirem num só...
Frenesi de prazer
Eu... Você
Entrega...
Sorver!

Somos montanhas inertes
Entre nós a vastidão do espaço
O soprar da brisa
E o magnetismo do amor
Deixam em nossos corpos
Mesmo à distância
Marcas de prazer...
Entrega...
Tremor...

Rô Lopes e Mércio Moura

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Em Você



Em Você

No subterrâneo da minha dor
Entre lágrimas de pranto
Encontrei um sonho antigo
Oprimido... Desafeiçoado
Num canto... Sem canto
...você

E na marginalidade
Do desencanto
Na tortura do meu pranto
Naquele instante não pude sentir
A candura perfumada
...você

Na obscuridade das curvas
Que meneiam minha alma
Ceifando minhas asas
Em uma garoa de tristeza
Não pude enxergar
... Você

Risos...

Na inclemência do alento
Na expectativa do momento
Entre a brisa e o vento
Tentei vislumbrar
... Você

E nas brumas do meu pranto
Entre encantos e desencantos
Que faz minha esperança viver
Sempre busco encontrar
O sorriso... Os olhos... O amor
... Em você

Rô Lopes e Mércio Moura

(dezembro/2009 - dialógo)

Pecado e Pecador




Pecado e Pecador


...Então me perdoe!
Porque se amar for pecado
Realmente por ti pequei
Clamo perdão porque te amei

Não sei onde está escrito
Nem se existe mesmo esta lei
Mas se existe como diz,
Sou ré confesso...
Perdoe, porque pequei!

Pequei e não fiz nada de mal
Nem senti ter errado
Continuarei por ti pecando
Com coração quebrantado

Você insiste que é pecado
Esta nossa ternura, entrega e amor
Mas... Se amar for pecado
Você também é um pecador


Rô Lopes